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Destinorock: ''Me diga o que quer,ou te mato

29-04-2009 19:15

No ano de 1987 foi lançado no cinema mundial o filme “Fatal Attraction”, dirigido magistralmente por Adriene Lyne e protagonizado por Glenn Close e Michael Douglas. Nele tratava-se o tema da obsessão levada a extremos. Naquela época, ainda não se conhecia o termo “Stalking”. Seria em 1993 quando se baptizou esse nome e definiu-se uma conduta obsessiva e afastado da realidade baseado em ameaças e assédio contra um indivíduo. Não só os artistas sofrem com este fenómeno, é o pão de cada dia em todas as esferas sociais. Em finais dos anos 90, com a implantação da Internet, produziu-se um aumento impressionante de denuncias de “Stalking” produzidas maioritariamente pelos efeitos do Chat.

 

O toro com que Tom Kaulitz teve de lida restes dias, não se afasta muito do que sucede com a maioria dos artistas em um ou outro momento da sua carreira. A diferença, é que o guitarrista dos Tokio Hotel cometeu o erro de responder às ameaças e dessa maneira entrou no jogo das perseguidoras; as quais, dias antes tinham assediado a mãe dos irmãos Kaulitz. Há jornalistas que declaram a inconsciência de Tom Kaulitz de sair de casa sem um guarda-costas. Neste sentido estamos numa postura totalmente contrária e defendemos o direito de um jovem de 19 anos poder sair na cidade onde vive e tentar ter uma vida social independentemente da sua profissão.

 

É importante recalcar a importância e gravidade dos factos e não apagar o sucedido na gaveta do esquecimento marcando a frase: “Eram só um grupo de fãs”. Vale a pena recordar que a bala que matou John Lennon em 1980 vinha de uma pistola de um fã. Passando para o mundo do desporto, em 1993 um fã cravou uma faca nas costas da tenista Mónica Seles no meio do jogo com a alemã Steffi Graf. Em ambos os casos, chamamos aos agressores “fãs” e é porque na realidade o eram em um grau extremamente doentio que não os permitia distinguir a realidade das suas fantasias. Um Stalker actua como tal, ao deixar-se levar pelos sentimentos produzidos pela combinação letal que forma o fanatismo e o entusiasmo: “Diz-me que me queres… ou mato-te”.

 

Após o impacto que o caso Kaulitz teve a nível mundial, é de esperar que acalmem as aguas e tudo volte rápido á normalidade. Se calhar as fãs, radicais ou não radicais, tenham tido tempo de pensar em tudo o que aconteceu e nas suas consequências, pode ser que o seu comportamento seja no futuro algo mais respeitoso com a vida privada dos seus ídolos.
Antes de

 

 

serem artistas são pessoas.

Postado por: Alê
Fonte:
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